Calculadora
Quanto custa um gestor que faz a equipe ir embora?
Quando um gestor não cumpre o seu papel, a conta chega: pessoas pedem demissão, outras se afastam com mais frequência. Esta calculadora mostra a ordem de grandeza para a sua equipe. Todas as premissas e fontes estão explicadas mais abaixo.
Quanto isso custa por ano
R$ 7.000 a R$ 12.000
para uma equipe de 10 pessoas, contando só as saídas e as faltas a mais.
Ou seja, de 2% a 4% da folha de pagamento bruta da equipe.
Nada é salvo: o cálculo é feito no seu navegador.
Por trás desse número, há um gestor.
A Elegantway cria imersões para líderes. Em pequeno grupo e longe do escritório, eles aprendem a enxergar o próprio funcionamento. Lá, reencontram o alinhamento e, com ele, o engajamento, tanto na vida quanto na empresa.
Mais de 7.500 participantes desde o início.
Método
Como chegamos a esse número
Em cada etapa, ficamos com a estimativa mais conservadora.
1. As saídas a mais
10 pessoas × 10% = 1 saída a mais por ano, em média.
2. O custo de repor quem saiu
1 × 16% a 29% de R$ 32.000 = R$ 5.100 a R$ 9.300
3. As faltas a mais
9 pessoas × R$ 640 × 25% a 50% = R$ 1.400 a R$ 2.900
No total, arredondado para o milhar
R$ 7.000 a R$ 12.000 por ano
O cálculo usa médias brasileiras de todos os setores, a lei trabalhista e uma referência americana para o custo de repor uma pessoa. No varejo, o custo mais pesado fica de fora: o que se perde com os clientes.
As premissas do cálculo
- Estimativa conservadora
As saídas a mais: 1 saída a mais por ano a cada 10 pessoas
No Brasil, trocar de emprego é fácil: 66% dos trabalhadores acham que é um bom momento para encontrar emprego onde moram. O gestor pesa muito no engajamento, e as equipes menos engajadas perdem mais gente. Contamos só uma saída a mais por ano a cada dez pessoas.
Fonte: Gallup
- Referência americana e lei brasileira
O custo de repor quem saiu: 16% a 29% do salário anual
Quando alguém pede demissão, a empresa paga para recrutar e preparar quem chega: 16% do salário anual, segundo a referência americana para cargos de salário mais baixo. Quando a empresa demite sem justa causa, somam-se o aviso prévio e a multa de 40% do FGTS, cerca de 13% a mais para quem tem um ano de casa.
Fontes: Center for American Progress, Lei nº 12.506/2011, Lei nº 8.036/1990
- Hipótese
O que custam as faltas: 2% do salário anual por pessoa
A empresa paga os primeiros 15 dias de cada afastamento; a partir do 16º dia, quem paga é o INSS. Não existe estatística pública brasileira confiável sobre o custo das faltas por pessoa, então contamos o equivalente a uma semana de trabalho por ano.
Fonte: Lei nº 8.213/1991
- Hipótese
As faltas a mais: +25% a +50%
Nenhum estudo mede isso diretamente. Dois fatos apontam nessa direção: os afastamentos por transtornos mentais bateram recorde em 2025, com 546 mil benefícios concedidos pelo INSS, e as equipes menos engajadas faltam muito mais que as outras.
Fontes: Ministério da Previdência Social, Gallup
- Valor sugerido
O salário sugerido: R$ 2.400 brutos por mês
É o salário médio de admissão no Brasil em junho de 2026, segundo o Novo Caged. Para chegar ao valor anual, somamos 12 salários, o 13º e o terço de férias. Coloque o salário médio da sua equipe.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
O que fica de fora
- As vendas perdidas quando o cliente é mal atendido, o que pesa muito no varejo.
- Os encargos sobre a folha, como INSS e FGTS, que acrescentam de 8% a mais de 35% ao salário, conforme o regime tributário.
- Os riscos trabalhistas, como as ações por assédio moral.
- O desengajamento que se espalha pelas equipes vizinhas.
Nada disso entra na conta. O custo real, portanto, deve ser maior.
Fontes
- Verificado na fonte
Ministério do Trabalho e Emprego, Novo Caged, primeiro semestre de 2026, julho de 2026, Brasil, emprego formal. Salário médio real de admissão de R$ 2.404,34 em junho de 2026.
- Verificado na fonte
Gallup, State of the Global Workplace 2026, dados do Brasil, abril de 2026, dados de 2025, Brasil. 66% dos brasileiros acham que é um bom momento para encontrar emprego onde moram.
- Verificado, com ressalva
Gallup, Managers Account for 70% of Variance in Employee Engagement, abril de 2015, retomado desde então, mundo, sobretudo Estados Unidos. O gestor explica pelo menos 70% das diferenças de engajamento entre as equipes. O número é de 2015: a Gallup o retoma com frequência, sem tê-lo recalculado publicamente.
- Verificado, com ressalva
Gallup, Q12 Meta-Analysis, 11ª edição, maio de 2024, mundo. Nas organizações com rotatividade acima de 40% ao ano, as equipes mais engajadas têm 21% menos saídas que as menos engajadas, e 78% menos faltas. Compara o quartil mais engajado com o menos engajado. Não é um dado específico do Brasil.
- Referência americana
Center for American Progress, There Are Significant Business Costs to Replacing Employees, novembro de 2012, Estados Unidos. Para cargos com salário abaixo de 30 mil dólares por ano, repor um funcionário custa em média 16% do salário anual. Síntese de 30 estudos de caso publicados entre 1992 e 2007. Não existe estudo brasileiro equivalente.
- Verificado na fonte
Presidência da República, Lei nº 12.506/2011, aviso prévio, outubro de 2011, em vigor, Brasil. Aviso prévio de 30 dias, mais 3 dias por ano de serviço na mesma empresa, até 90 dias.
- Verificado na fonte
Presidência da República, Lei nº 8.036/1990, FGTS, artigos 15 e 18, em vigor, Brasil. Na demissão sem justa causa, o empregador deposita uma multa de 40% sobre todos os depósitos do FGTS.
- Verificado na fonte
Presidência da República, Lei nº 8.213/1991, artigo 60, em vigor, Brasil. A empresa paga o salário dos primeiros 15 dias de afastamento por doença; depois, o INSS assume.
- Verificado, com ressalva
Ministério da Previdência Social, Benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais, janeiro de 2026, dados de 2025, Brasil. 546.254 afastamentos por transtornos mentais em 2025, 15,66% a mais que em 2024, o maior número em dez anos. Conta só os afastamentos de mais de 15 dias, pagos pelo INSS.
Números verificados em 12 de setembro de 2026.